DesCampanha Eleitoral: o “lado B” dos candidatos

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Em tempos de “ótimas” ofertas no meio político, escolher os candidatos que receberão os seus votos não é a mais simples das tarefas. Isso porque eles, os candidatos, mostrarão aos eleitores apenas a parte boa que possuem (ou que tentam lhe convencer que têm).

Diante desta triste realidade, a OPS quer fazer diferente. Se há algo a ser escondido dos eleitores, a Operação Política Supervisionada, com a ajuda da sociedade, vai mostrar. Mas antes, uma reflexão.

Apontar o dedo para um político e chamá-lo de bandido não é difícil. Fácil também é ir às ruas ou bater panelas em sinal de protesto contra os desmandos da classe política brasileira. Com exceção de uma pequena parcela de políticos que exercem seus mandatos, como é o caso dos suplentes, bandidos ou não, todos foram “escolhidos” por nós, os eleitores.

Portanto, se hoje temos uma classe política marginal, boa parcela da culpa é nossa. Isso ocorre porque, muitas vezes o eleitor, eu e você, escolhemos para votar, o candidato que é mais visto nas TVs, nos outdoors, nos jornais e revistas sem nos preocuparmos em saber exatamente quem ele é e o que ele pode representar ao ser eleito. Tem ainda eleitores que escolhem o recebedor de seus votos apenas pelo sobrenome ou por ser “afilhado político” do “poderoso da cidade”.

É a vez e a hora de começarmos a fazer diferente, para que diferente também se torne a classe política a partir de 2017. A mudança será lenta, gradativa e angustiante, mas ainda assim será uma mudança.

Que tal escolher um candidato diferente desta vez?

Ainda que ele não esteja bem nas pesquisas eleitorais, ainda que ele não tenha um sobrenome de “peso”, ainda que ele seja um ilustre desconhecido, eu digo sem pestanejar , que uma “pessoa de bem” ocupando um cargo eletivo é infinitamente melhor que uma dessas personalidades que vivem com seus nomes envolvidos em alguma falcatrua.

Hoje, hipoteticamente falando, temos 10% de pessoas que exercem a política como ela deve ser exercida, ou seja, pelo povo e para o povo, sem com isso abocanhar marginalmente o erário público. Restam, portanto, 90% de ratos que fazem politicagem e que visam apenas o bem privado, seus e de comparsas. Ao trocarmos um bandido por uma pessoa de bem, este percentual mudará e se continuarmos com esta mudança, em algumas décadas será possível que invertamos os lados desta “hipotética percentualidade”.

Mas para se fazer a mudança é necessário mais do que deixar de votar nas velhas caras. É preciso saber quem são os candidatos e o que eles pretendem se forem eleitos. Pode parecer difícil, mas não é tanto assim. Basta que utilizemos alguns minutos de nosso precioso tempo para fazer uma rápida pesquisa. E ela começa aqui mesmo, na internet.

Hoje, com a tecnologia de informação disponível em qualquer smartphone, vasculhar a vida de candidatos é mais fácil que encontrar o “par perfeito” no Tinder. O Google é um poderoso recurso para que nós, eleitores em fase de desenvolvimento da consciência política, levantem informações que devem ser consideradas na hora de escolher quem receberá os nossos votos. Não se trata de fazer um julgamento preliminar. Trata-se de considerar informações que jamais seriam obtidas voluntariamente pelo candidato.

A título de exemplo, vejamos o caso de Campina Grande, na Paraíba. Um dos candidatos ao cargo de prefeito é o deputado federal licenciado, Veneziano Vital do Rêgo. Pesam sobre ele nada menos que onze inquéritos no STF (397640124017,40294041, 406040664065, 4121, 4122 e 4126) e uma ação penal (912) por crimes contra a Lei de Licitações, lavagem de dinheiro, peculato, crimes de responsabilidade e eleitorais. Obviamente que não se trata de sentenciar o candidato antes de qualquer julgamento, mas com tantos esclarecimentos a serem dados à justiça, é ponderável que avaliemos melhor a situação e consideremos outras opções de voto.

Dito isto, apresento a vocês a DesCampanha Eleitoral.

Mas, o que é isso?

Trata-se de um trabalho em conjunto com a sociedade que visa levantar informações de candidatos que concorrerão a cargos políticos municipais nas eleições deste ano e divulgá-las neste blog, além de também de serem publicadas no site Congresso em Foco, no Canal do Lúcio Big no Youtube, no Canal do Otário e nas redes sociais da OPS.

Uma atitude simples que poderá fazer diferença nessas eleições. Mas, se outros blogs sérios, ou se outros youtubers também engajados em produzir material com responsabilidade aderirem à esta ideia, nas eleições seguintes teremos uma rede de informações importantes disponibilizadas na internet. Teremos assim dado o primeiro passo para a tão falada “reforma política”.

Agora que você já sabe como funciona a DesCampanha Eleitoral, mãos à obra!

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Escrito por Lúcio Big

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