Que tal substituirmos a palavra CORRUPÇÃO por ERRADO?!

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Em um país onde o possível é improvável e o previsível é sempre uma surpresa, nada mais poderá nos surpreender depois de assistirmos, quase que diariamente, aos absurdos destrinchados pela Polícia Federal, que escancaram a quem olhos e ouvidos possui, a mais lastimável e vil maneira de usar a coisa pública em benefício próprio.

Políticos e funcionários públicos bandidos se aliam a empresários corruptos, para juntos formarem a mais putrefaciente e nefasta ciranda financeira jamais vista no país.

Mas, o que é preciso para que a engrenagem da corrupção emperre? Será possível diminuir a velocidade e a fome dessa máquina de ladroagem estatizada?

Essas perguntas podem ser respondidas por pessoas de vários setores da sociedade brasileira e até mesmo de curiosos estrangeiros, sempre de maneiras distintas. Isso acontece porque a percepção da corrupção varia de acordo com o seguimento da sociedade, classe social ou até mesmo da região em que se vive.

Há alguns dias eu fiz parte de um grupo que discutiu e formulou propostas para minimizar esta mazela brasileira chamada corrupção. No evento estavam presentes pessoas de diferentes formações acadêmicas, de regiões distintas e de preferências políticas diversas. Todos se alinharam, discutiram e apresentaram dez propostas para minimizar a fome dos gananciosos que se alimentam do dinheiro alheio. Essas propostas serão enviadas ao Congresso Nacional, ao Ministério da Transparência e à Presidência da República.

Pode não ser a solução final (certamente, não é), mas é algo que, se colocado em prática, traria mais consistência ao combate à corrupção e até mesmo desestimularia aqueles que esperam por uma oportunidade de subtrair o que não lhes pertence.

Entretanto, ainda que nenhuma das propostas seja aproveitada pelos "poderosos", uma coisa deve ser considerada por todos nós, mesmo tendo diferentes visões sobre o que é corrupção:

  • O ato de embolsar o troco recebido a mais é uma forma de corrupção para muitos, mas para alguns é apenas uma maneira de se aproveitar da ocasião para “se dar bem”, sem, contudo, se sentir parte da própria corrupção.

Se nós deixarmos de lado a necessidade de conceituar “corrupção” e passarmos a distinguir apenas o certo do errado, os desalinhamentos existentes hoje diminuiriam vertiginosamente, pois é muito mais fácil perceber a diferença entre esses dois, e distinguir corrupção de oportunidade.

Perceber que o correto a se fazer é o que é certo, a corrupção, conceituada ou não, deixaria o estrelato e se tornaria apenas a coadjuvante deste grande teatro chamado Brasil. Assim espero.

Escrito por Lúcio Big

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