Em quem não devo votar em 2018 – Renan Calheiros

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Senador da República há 23 anos, Renan Calheiros é um legítimo representante do sistema político brasileiro, o que ele mesmo chamou de "caquético", "falido", "fedido" e que provoca "a eterna desconfiança da sociedade“.

Mas a sua vida política profissional começou ainda em 1978 ao ser eleito deputado estadual de Alagoas, seu estado natal. Subiu de posição política ao ser eleito para a Câmara dos Deputados, cargo que exerceu entre 1983 e 1991, graças à reeleição.

Em 1989 foi assessor de Fernando Collor de Mello durante sua campanha à presidência da República. Anos antes, porém, Renan havia chamado seu conterrâneo de "príncipe herdeiro da corrupção". Renan é um dos pais do escabroso pacote de medidas econômicas de Collor que, dentre outras coisas, confiscou boa parte do dinheiro do brasileiro depositado em cadernetas de poupança.

Em 1995 chega ao Senado, e três anos depois foi nomeado Ministro da Justiça pelo então presidente FHC. Com a reeleição de Fernando Henrique, Renan se manteve ministro até metade do ano de 1991, quando reassumiu seu assento no Senado Federal.

Lula é eleito presidente do Brasil em 2002, mesmo ano em que Renan se reelege senador. Em dezembro de 2007, quando ocupava a presidência do Senado, Renan renunciou ao cargo  para não perder o seu mandato. Ele havia sido acusado de usar laranjas na compra de rádios e um jornal, mas seus colegas o inocentaram.

Em 2010 os alagoanos o elegeram novamente para o Senado, e três anos depois voltou a assumir a presidência da casa. Em 2016 o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, afasta Renan do cargo de presidente do Senado com a justificativa de que um sucessor do presidente do Brasil não poderia ser réu.

Veja outros vídeos da série “Em quem não devo votar em 2018”

Renan havia se tornado réu pelo crime de peculato. Segundo a denúncia, Renan recebeu dinheiro de propina da empreiteira Mendes Júnior. Aliás, a relação de Renan com o STF é bem próxima. Ele responde a nada menos que 11 inquéritos: 2593, 3993, 4213, 4215, 4216, 4326, 4492, 4389, 4426, 4437, 4464.

Renan é mais um do mesmo. É representante legítimo da velha e viciada política. Seus inquéritos estacionados no STF dificilmente serão apreciados com afinco, como grande parte de outros que envolvem caciques da política brasileira.

Este é o reflexo do foro privilegiado. Em recente levantamento se descobriu que 193 inquéritos da Lava Jato foram instaurados no STF, mas sem qualquer condenação até o momento.

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Se Renan Calheiros não tivesse o famigerado foro privilegiado, dificilmente seus processos – ou boa parte deles – não teriam sido concluídos pela Justiça.

Enquanto isso, apenas no Paraná, 37 das 72 acusações criminais da Lava Jato já tiveram sentenças proferidas, o que resultou em 177 condenações a 133 pessoas, totalizando 1.753 anos de penas.

Vamos ajudar a Justiça a fazer Justiça.

Vamos tirar das mãos lentas do STF os inquéritos contra este cacique da política brasileira. Vamos tirar o foro privilegiado de Renan Calheiros e pra isso é só não votar nele em 2018.

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Escrito por Lúcio Big

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