Em quem não devo votar em 2018 – Cássio Cunha Lima

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Na política desde 1986, o advogado paraibano Cássio Cunha Lima já foi prefeito de Campina Grande, governador do estado da Paraíba, deputado federal por dois mandatos e senador da República, seu atual cargo.

Aliás, só está no Senado graças a um entendimento do STF que decidiu, ainda em 2011, que os “fichas-sujas” poderiam assumir os cargos para os quais foram eleitos, pois a lei da Ficha Limpa não poderia atingir condenados antes de sua promulgação, em junho de 2010.

Por que ele se tornou ficha suja?

Cássio Cunha Lima teve, em 2008, o seu mandato de governador cassado depois de ser condenado pelo TSE a 3 anos de inelegibilidade por abuso de poder econômico e político e por conduta vedada a agente público, ou seja, ele distribuiu 35 mil cheques a pessoas carentes durante sua campanha eleitoral de 2006 por meio de programa assistencial da Fundação Ação Comunitária (FAC), vinculada ao governo estadual.

Veja outros vídeos da série “Em quem não devo votar em 2018”

Nas famosas planilhas da Odebrecht, Cássio é citado com “CCL” e teria, segundo depoimento de ex-diretores da empreiteira à Polícia Federal, recebido dinheiro de caixa-dois no valor de R$ 750 mil. Ele, claro, nega as acusações.

Ainda sobre “caixa-dois”, um fato estranho ocorreu com CCL, ops, com Cássio Cunha Lima em agosto de 2017 durante depoimento na PF. O senador paraibano admitiu que recebeu proposta de executivo da Odebrecht para que recebesse dinheiro de caixa-dois para a sua campanha de 2014 ao governo do estado, mas que recusou a “oferta”.

Estranho como um candidato a um governo estadual, e mais, um senador da República admite ter feito parte de uma tentativa de cometimento de crime e não denuncia os criminosos à polícia e nem usa dos meios de comunicação disponíveis para denunciar o fato.

Cássio disse na ocasião que não falou nada às autoridades porque “caixa-dois” faz parte da cultura política brasileira. Ao que parece, para o nobre senador crimes devem ficar impunes se fizerem parte da cultura brasileira.

Com dinheiro da maldita verba indenizatória, o parlamentar já torrou mais de R$ 1,7 milhão desde que assumiu o mandato. Na falida churrascaria Porcão em Brasília, ainda em 2013, ele nos fez pagar uma conta de nada menos que R$ 7.567,60.

Os hotéis em que se hospeda não costumam ter menos que cinco estrelas. O Morumby Hotel (Grand Hyatt Sao Paulo) e Tivoli Moffarej são alguns exemplos de hospedagens pagas com dinheiro do contribuinte.

Talvez ela diga que se hospedar em suntuosos hotéis pagos com o dinheiro suado do contribuinte faz parte da cultura dos senadores brasileiros e por isso não há nada de imoral.

Cássio responde a dois inquéritos no STF, o 3404 e o 4386 por crimes contra a ordem tributária, crimes contra a paz pública e por formação de quadrilha ou bando.

O Inquérito 3404 foi aberto contra ele para apurar denúncias que, reza a lenda, pagava contas de água e luz a eleitores em troca de votos.

No episódio que ficou conhecido como o “caso do dinheiro voador”, um operador político da capital paraibana jogou pela janela mais de R$ 300 mil em espécie, além de títulos eleitorais e contas quitadas de água e luz.

Tudo isso ocorreu para que o operador político não fosse pego em flagrante por fiscais da Justiça Eleitoral que haviam recebido denúncia de que estaria ocorrendo a compra de votos em favor de CCL.

Cássio Cunha Lima é um dos políticos que precisam perder o foro privilegiado para que tenha seus inquéritos mais rapidamente apreciados pela Justiça, mas para que isso ocorra é necessário que a sua estadia no Senado não seja renovada e que a volta ao governo do estado seja frustrada.

Eleitores da Paraíba, antes de votar em Cássio Cunha Lima, lembre-se deste vídeo.

Escrito por Lúcio Big

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