Devolução ao erário e denúncias no MPF marcaram o ano de 2017 para a OPS

Share Button

Se você não quiser ler, assista clicando aqui

Um breve resumo das ações da Operação Política Supervisionada - OPS - durante o ano de 2018 mostra que muito foi feito em benefício do cidadão brasileiro, mas ainda há muito mais a ser feito - e será!

19 de janeiro

Deputados são ressarcidos com dinheiro da maldita verba indenizatória de maneira irregular. O caso foi mostrado em vídeo na data acima e alguns parlamentares tiveram que devolver o dinheiro à Câmara.

Este foi mais um trabalho da OPS que levantou os dados de empresas baixadas na Receita Federal e que ainda assim emitiram notas fiscais a parlamentares. Foram R$ 490,00 devolvidos aos cofres públicos. Sim, é pouco, mas é muito mais que nada.

22 de janeiro

A Justiça arquivou denúncia da OPS feita no Ministério Público contra o deputado federal Guilherme Mussi. A justificativa é a de que não foram encontradas irregularidades na locação milionária de um imóvel em São Paulo pago com dinheiro público da maldita verba indenizatória, e que era flagrante o uso desse imóvel pelo partido do deputado, o que é proibido.

5 de março

A OPS lança a campanha Clone Maldito.

O objetivo era tentar encontrar mais alguns trabalhos de consultoria e trabalhos técnicos encomendados por deputados e pagos com a maldita verba indenizatória e que fossem plágios de outros documentos.

A justificativa para essa campanha foi o caso envolvendo o deputado Beto Mansur que pagou milhares de reais por plágios como sendo trabalhos técnicos elaborados exclusivamente para ele. O deputado foi denunciado pela OPS no Ministério Público Federal.

Centenas de voluntários da OPS participaram do e-mailzaço que exigia cópia desses trabalhos, mas pela primeira vez a Câmara dos Deputados não cumpriu a Lei de Acesso à Informação ao se negar fornecer cópias dos referidos trabalhos. OPS denunciou o caso no TCU.

22 de abril

A Câmara recebe R$ 81,5 mil dos deputados Zeca Cavalcanti e de Tampinha depois de serem flagrados utilizando de maneira irregular dinheiro da maldita verba indenizatória.

Recentemente o Ministério Público abriu inquérito contra Zeca Cavalcanti com base na denúncia apresentada pela OPS, denúncia esta comprovou irregularidades na locação de um imóvel com a “maldita”.

18 de junho

Um trabalho minucioso de integrantes da OPS, em especial do auditor-mor Marcelo Carvalho, revelou a “bancada dos voadores” da Câmara. São deputados que locaram aeronaves com dinheiro da maldita verba indenizatória para usá-las em campanhas eleitorais de correligionários, o que é proibido pela Câmara.

Os casos foram divulgados, inclusive, no programa Bom Dia Brasil, rendendo elogios à OPS por parte do jornalista Alexandre Garcia.

24 de junho

Deputado Nilton Capixaba devolveu R$ 1,5 mil ao erário depois que a OPS exigiu da Câmara que apurasse ressarcimento indevido ao deputado que contratou uma pessoa física para prestar serviço que só poderia ter sido executado por pessoa jurídica.

5 de julho

O deputado Francisco Floriano devolveu R$ 68,5 mil ao erário, assim como seu colega, o também deputado Sérgio Brito, que devolveu R$ 15,9 mil por locações irregulares de veículos que foram encontradas pelas fiscalizações da OPS. Foram R$ 84 mil de volta aos cofres públicos!

14 de julho

A OPS fez denúncia no Tribunal de Contas da União contra os deputados Átila Lins, Giacobo, Jutahy Júnior, Júlio César e Nilson Pinto por locações de aeronaves de maneira irregular. Estes são os deputados que compõem a “bancada dos voadores”.

26 de julho

A OPS lança o “Tutorial OPS”, um vídeo que explica como funciona a Lei de Acesso à Informação (L.A.I.), como fiscalizar as contas públicas municipais, estaduais e federais e como proceder em caso de serem encontradas irregularidades. O vídeo contou com a participação do Otário Anonymous – Canal do Otário

23 de agosto

A OPS mostra irregularidades na locação de um imóvel com dinheiro da maldita verba indenizatória do deputado federal Wladimir Costa. O caso foi enviado para o programa Bom Dia Brasil, da Rede Globo, que publicou reportagem no dia 23 de agosto. Wladimir Costa foi denunciado no Ministério Público pela OPS.

Na mesma reportagem, outro flagrante de uso irregular da maldita verba indenizatória é mostrado à sociedade graças ao trabalho de fiscalização da OPS. O deputado Moisés Diniz utilizava recursos públicos para bancar o aluguel do diretório estadual de seu partido, o PCdoB, ato ilegal. Moisés Diniz foi também denunciado no Ministério Público pela OPS.

24 de setembro

A OPS lança o Projeto Novo Eleitor.

O objetivo é ajudar o eleitorado brasileiro a ser mais rígido na hora de escolher seus candidatos. Quando estiver pronto, o projeto contará também com um aplicativo que permitirá ao eleitor comparar de maneira simples os candidatos, como por exemplo, quantos inquéritos cada um deles responde na Justiça.

7 de novembro

A série de vídeos chamada “Legal, mas Imoral” é lançada e tem como objetivo informar ao eleitor aquilo que políticos que exercem mandatos na Câmara e no Senado jamais informarão em suas campanhas eleitorais, como por exemplo detalhes de processos judiciais que respondem e quantos são eles.

17 de dezembro

Uma nova série de vídeos chamada “Em Quem Não Devo Votar em 2018” é lançada em substituição ao “Legal, mas Imoral”. De maneira mais didática e dinâmica, os vídeos da série também objetivam mostrar aquilo que futuros candidatos jamais dirão em suas campanhas eleitorais.

2018

Em 2018 a OPS continuará a trilhar o seu caminho de fiscalizar, divulgar dados e denunciar políticos que utilizarem recursos públicos irregularmente. Todo este trabalho depende da colaboração de pessoas espalhadas por todo o país que sempre ajudam na elucidação dos casos.

A OPS não tem – e jamais terá – ligação com qualquer político ou partido político.

Sua manutenção financeira é feita por doadores que ajudam mensalmente com valores a partir de R$ 1,00. Atualmente as doações não chegam a R$ 1,8 mil por mês, valor que é utilizado por mim, Lúcio Big, como forma de remuneração pelas horas diárias de trabalho à frente da OPS. As doações chegaram a R$ 3 mil no mês, mas o valor vem caindo a cada mês.

Não existe qualquer organização empresarial ou política “por trás” da OPS. Contamos apenas com desenvolvedores, auditores e colaboradores voluntários que fazem da OPS inspiração para outros grupos que também praticam o Controle Social. Jamais objetivamos desenvolver ferramentas que excluíssem o cidadão da tarefa de fiscalizar as contas públicas, pois sempre acreditamos que o Controle Social deve fazer parte do cotidiano do brasileiro.

Eu, Lúcio Big, em nome da OPS agradeço a todos os doadores, auditores, desenvolvedores de sistemas e colaboradores por mais um ano de trabalho com resultados positivos. Espero que a OPS, neste ano novo, cresça e se fortaleça, pois se trata de ano de eleição e não há outra opção para mudarmos a política que não seja pela voto.

O voto consciente e a prática do Controle Social são fundamentais para que tenhamos uma política menos corrupta.

Assinantes do site tem descontos especiais na loja! Bronze (5%), Prata (10%), Ouro (20%) e VIP (30%)! Saiba mais, clique aqui - Dispensar