Apesar de custar 1 bilhão por ano e do processo de impeachment, políticos curtem férias de fim de ano

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Se os custos para manter os salários e benefícios de deputados e senadores passam de R$ 1 bilhão por ano, seria razoável que eles tirassem férias de não mais do que um mês, como todo brasileiro de bom senso.

Mas os políticos vivem num universo paralelo cheio de regalias e benesses.  O recesso deles, na prática, começou no dia 15 de dezembro. E, na prática, durará até a semana seguinte ao fim do carnaval, ou seja, até terça-feira, 16 de fevereiro.

A realidade fantasiosa de deputados e senadores não os deixa entender que é surreal sair de férias no meio de uma das maiores crises políticas da história republicana do Brasil. Que é hora de decidir o futuro da presidente Dilma Rousseff e do presidente da Câmara Eduardo Cunha, dois políticos decadentes que podem perder seus mandatos. E dar uma resposta política que não deixe o país voltar no tempo num retrocesso econômico e social sem precedentes, segundo as analises mais pessimistas.

Só que em Brasília prevalece o jogo movido pelo interesse mesquinho de uma classe política que nunca teve tão pouca credibilidade como agora, o que não parece inibi-los.

A oposição queria férias porque assim empurraria mais para frente o processo de impeachment que corre na Câmara. Eles sabem que instabilidade política provoca instabilidade econômica, que provoca prejuízos para o bolso dos brasileiros que, por sua vez, provoca a fúria do eleitor contra os políticos, o que aumenta a pressão pelo impeachment.  Danem-se os que levarão prejuízo, desde que culpem apenas a Dilma Rousseff.

É assim que se comporta uma oposição predatória que passou anos apática frente às ações irresponsáveis do governo e agora urge pelo impeachment.

O governo não queria férias porque sabe que se acelerar o processo de impeachment tem tudo para derrubá-lo já que a oposição hoje não conta com os votos necessários para derrubar a presidente. O governo não é mais nobre ou justo do que a oposição. Só queria evitar o recesso para salvar a própria pele.

Nessa história não tem como apontar mocinho sem correr risco de queimar a mão, e sobram bandidos. Como os políticos não evitaram o recesso, tentei pelo menos trollar o natal deles com um amigo secreto que na verdade era um amigo do onça.  Fiz os deputados tirarem apenas inimigos políticos para ver o que desejariam de natal. Adivinha quem tirou Eduardo Cunha? Também me reuni com um vidente para fazer previsões política para 2016. Dilma cai? Delcídio sai da prisão? E quem vai preso?

 

Escrito por Guga Noblat

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As opiniões expressas pelos autores e leitores são de inteira responsabilidade dos mesmos e não refletem, necessariamente, a opinião do Canal do Otário.

2 comentários

  1. Enquanto isso eu trabalho amanhã até as 12:00 e volto já na segunda =\

  2. Assista esse vídeo e avalie se tem fundamento. https://www.youtube.com/watch?v=C4pRvYYSVwE (sugestão para materia no canal do otario.

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