56 frutos: analisar antes de consumir

Share Button

Consumir frutos estragados não é o mais recomendado. Mas se o cidadão que irá devorá-los não sabe distinguir os bons dos ruins, o que se pode fazer?

Escolher o felizardo que receberá o nosso voto pode não ser uma tarefa tão fácil para um grande número de eleitores brasileiros.

Pensando nisso resolvi "passear" pela internet e acabei por encontrar algumas frases típicas deste período de eleições que iludem e enganam muitos cidadãos que estão "aptos" a votar.

“Vou lutar por mais creches, hospitais e escolas”

“Preciso de seu voto de confiança”

“Vote por quem faz e fará muito mais por você”

Infelizmente é assim que muitos candidatos se apresentam ao eleitorado. São discursos vagos, descompromissados e muitas vezes mentirosos.

Obviamente que existe um pequeno número de candidatos que reúne as qualidades mínimas necessárias para representarem as pessoas de um município ou estado. Entretanto, a grande parte é formada por velhas raposas da política que, muitas vezes, em virtude do histórico familiar, se alternam no poder de geração em geração, ou porque são apadrinhados desses mesmos políticos que, por força legal, não podem concorrer aos pleitos.

O resultado de tudo isso já é sabido: anos e anos de muito discurso, pouca ação benéfica à sociedade e muita, muita corrupção.

O voto, como já foi dito zilhões de vezes, é a única arma capaz de retirar os maus da política. Mas não é razoável acreditar que tal atitude aconteça de uma hora para a outra em nosso país.

Melhorar a qualidade dos eleitores refletirá automaticamente na melhora dos candidatos eleitos. Mas o Brasil ainda tem muito chão pela frente até que consiga atingir um nível satisfatório na qualidade de seus eleitores.

Cidadãos que estão aptos a votar e com menor grau de instrução representa a maior parte do eleitorado brasileiro. Somos 144 milhões de eleitores e destes, 63,7 milhões são de analfabetos, analfabetos funcionais ou que, se estudaram, não conseguiram concluir o ensino fundamental.

Mas, como é possível aumentar a qualidade do eleitorado brasileiro? Que leis devem ser criadas para isso? A resposta está, e sempre esteve na educação.

Acreditar que o governo fará algo neste sentido é ser ingênuo ou irremediavelmente esperançoso. Não é de interesse dos atuais mandatários a politização do povo.

O jeito é fazermos nós mesmos o que precisa ser feito. E para tirar a cortina de fumaça da ignorância política, pessoas como você, que está lendo este texto até agora, podem fazer a diferença. O gesto simples de explicar a importância do voto consciente a quem não tem este entendimento, já provocaria uma mudança na vida política desta pessoa que, por sua vez e por um impulso natural, conscientizaria seus familiares e amigos.

A Operação Política Supervisionada – OPS – tem como objetivo levar a política brasileira para a vida dos cidadãos. Mesmo sem contar com recursos suficientes para realizar grandes feitos ou eventos, a OPS inventa e reinventa maneiras, nem sempre com sucesso, de promover debates entre seus colaboradores e admiradores e de levar ao conhecimento público o que dificilmente seria dito por qualquer outra mídia.

É assim que ela criou, com o apoio do Canal do Otário, a DesCampanha Eleitoral. Uma parceria com a sociedade que visa levantar informações públicas de candidatos às eleições deste ano, dados que não seriam levados ao conhecimento geral se dependessem dos próprios políticos.

São candidatos respondendo a inquéritos na justiça ou que já tiveram seus nomes envolvidos em algum escândalo de corrupção, ou mesmo, que se vendem como paladinos da moral e dos bons costumes, mas que são, na verdade, o oposto de tudo isso.

Esta parceria já gerou frutos. Na verdade, 56 frutos que devem ser analisados antes de consumidos. Conheça quem já foi desmascarado na DesCampanha Eleitoral.

Escrito por Lúcio Big

Doe para a OPS, clique aquiDoe para a OPS, clique aqui

AVISO AOS 'J'ÊNIOS DE PLANTÃO As opiniões expressas pelos autores e leitores são de inteira responsabilidade dos mesmos e não refletem, necessariamente, a opinião do Canal do Otário.